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DELEGADA DE CALDAS NOVAS CONCLUI QUE HOUVE FALSO SEQUESTRO NO CASO NAFTALI GOMES

DELEGADA DE CALDAS NOVAS CONCLUI QUE HOUVE FALSO SEQUESTRO NO CASO NAFTALI GOMES

 Há aproximadamente um mês, o município de Caldas Novas praticamente parou, com a noticia do suposto sequestro da jovem Naftali Gomes Damasceno, redatora do portal “Plantão Policial”. Á época o fato dividiu opiniões e gerou bastante polêmica. Causou suspeitas, o fato da mesma, ter sido “dada como desaparecida” e em poucos instantes ter sido encontrada pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo relatos da então “suposta vítima”, ela teria sido abordada por dois na saída do colégio sob a mira de uma arma de fogo. Logo depois, a pedido dos sequestradores, a jovem teria chamado um moto-táxi e se dirigido à entrada do Parque Estadual Serra de Caldas Novas. Naftali afirmou ainda, que ao chegar ao local os “sequestradores” a aguardava no local e a obrigou adentrar na mata, sob forte ameaça e disparos de arma de fogo, para o alto.

O que restou à época, depois de muito burburinho, inclusive nas redes sociais, foi o questionamento sobre a suposta participação do militar, Sargento Alison Maia, proprietário do portal Plantão Policial, ter alguma participação no evento. Na ocasião, a investigação já apontava contradições entre as declarações de Naftali Gomes e o depoimento do Mototaxista.

Na manhã de hoje (25) a delegada Sabrina Leles de Lima Miranda, titular da Delegacia da Mulher, Infância e Juventude de Caldas Novas, afirmou a nossa reportagem que, depois de realizadas diversas diligências, dentre elas visualização e análise de imagens de câmeras de segurança de residências e comércios, por onde a jovem caminhou, e também avaliação psicológica forense da mesma, ficou concluída ao final, “que NÃO HOUVE SEQUESTRO, que os fatos foram INVENTADOS pela jovem, e sendo constatado psicologicamente que a mesma não possui distúrbios de neuropsicológica, ou seja, que ela comunicou FALSAMENTE O CRIME DE SEQUESTRO, de forma consciente e voluntária”.

A delegada ainda não se pronunciou sobre o que acontecerá com a jovem Naftali Gomes, a partir da constatação de “comunicação de falso crime”. Importante destacar, que o crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção, está previsto no artigo 340 do Código Penal Brasileiro, e afirma que, “provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado. E a pena pode variar de 1 (um) a 6 (seis) meses de detenção, ou multa”.

Fonte: Agência News

 

ASSUNTO: FALSO SEQUESTRO

A equipe da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Caldas Novas, sob o comando da Dra. Sabrina Leles de Lima Miranda, concluiu nesta data as investigações relativas ao suposto Sequestro de Naftali Gomes Damasceno, redatora do portal “Plantão Policial”, que foi comunicado à Polícia Civil e a Polícia Militar, na manhã de 27/08/2015.

Na manhã de 27/08/2015, um Mototaxista da cidade de Caldas Novas, telefonou ao COPOM (190) e comunicou que havia deixado uma jovem na ponte de entrada do Parque Estadual Serra de Caldas, e que estava preocupado pois a jovem teria afirmado que estava sendo vítima de ameaças praticadas por homens armados, e que caso ela não seguisse às ordens deles, ou seja, se dirigir com o Mototaxista para a Serra de Caldas, eles fariam mal aos pais dela.  E o Mototaxista então, cumpriu o que a jovem determinou e a levou até a Serra, porém, após deixa-la naquele local, contatou a Polícia a cerca do ocorrido.

Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, bem como familiares da jovem, se deslocaram para a Serra de Caldas e realizaram buscas, encontrando-a após alguns minutos de caminhada mata adentro. A jovem Naftali, que na data dos fatos contava com dezessete anos de idade, não se encontrava com lesões, mas aparentava estar abalada emocionalmente, sendo que recebeu atendimento médico-hospitalar e posteriormente foi ouvida na Delegacia de Polícia, oportunidade em que imediatamente verificamos várias contradições entre as declarações dela e o depoimento do Mototaxista.

Foram realizadas diversas diligências, dentre elas visualização e análise de imagens de câmeras de segurança de residências e comércios, por onde a jovem caminhou, e também avaliação psicológica forense da mesma, sendo concluído ao final, que NÃO HOUVE SEQUESTRO, que os fatos foram INVENTADOS pela jovem, e sendo constatado psicologicamente que a mesma não possui distúrbios de neuropsicológica, ou seja, que ela comunicou FALSAMENTE O CRIME DE SEQUESTRO, de forma consciente e voluntária.

Ademais, foi verificado ainda que, não houve a participação dolosa de terceiros, isto é, a jovem organizou toda a trama sozinha.

Caldas Novas, 25 de Setembro de 2015.

SABRINA LELES DE LIMA MIRANDA

Delegada de Polícia.

 

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